Arivaldo Delfino dos Santos morreu. Morreu quieto, sem reclamar, sem chorar, sem pedir nada. Um domingo antes apareceu e falou em sangue. Marquei para 3 feira a ida ao médico. Não deu tempo. Um quadro que evoluiu rapidamente para óbito. Precisou fazer hemodiálise não temos uma maquina sequer. Tinha que ir para Marabá.
Tentamos tira-lo no sábado seguinte, deu uma parada cardíaca e retornaram. Fiquei sabendo apenas horas mais tarde, horas demais. Lutamos, ele e eu pela salvação de nós dois. Sem ele estou perdido. Meu anjo de guarda, sócio, companheiro. Caríssimo amigo. Não soube cuidar do tesouro que deus me deu. Vivemos e construímos tudo isto por dezessete longos anos, de alegria, companheiro, ganhos e perdas. Ganhos, sobretudo, porque aprendemos.
Te amo e amarei para todo o sempre Arivaldo. Aproveito para agradecer a todos que me ajudou neste momento: Maurílio, Célia da Integral, Claudio Almeida, João Fontana. Chico das Cortinas, Rui Hildebrando, Socorro. Especialmente agradeço a Gilberlan, quem conheci na hora da dor ou pouco antes. E todos meus amigos queridos que estiveram comigo nestas horas tão duras e terríveis.
Parauapebas é a cidade do terceiro setor. Há organizações não governamentais para tudo, parcela significativa da população é envolvida com entidades, para todos os gostos e sentidos. Trabalhamos com um enorme contingente de entidades, cooperativas, associações de bairro, associações civis, culturais, esportivas, preservacionistas, estudantis, operárias, etc. Há uma razoável rede de proteção social instalada em Parauapebas. Porque não funciona? Porque esta enorme sensação de inutilidade falta de reconhecimento, improdutividade e perda de tempo? Em primeiro lugar devemos analisar o que se passa na superestrutura da sociedade local. Dominada pela política linear que limita todas as ações coletivas, nem o novo governo foi capaz de perceber o potencial da cidade já estar organizada de fato e de direito, querendo participar. Não há uma visão redentora, nem do empresariado, governo, políticos, grandes empresas e monopólios, todos cegos a importância das Metas do Milênio e da sua responsabilidade em ajudar a mudar o mundo, que resiste, com seus cataclismas, suas revoltas, suas doenças seletivas que avançam céleres em direção a um sistema que não quer mudar e que planta diariamente as sementes de sua destruição.
Razões
Há um enorme contingente de jovens com segundo grau e que não vão estudar fora, precisam trabalhar. Nunca pensamos na questão do emprego no médio e longo prazo, deixamos como obra do acaso e no plano individual esta resolução. Nem todos serão doutores. Não. Lamento que neste último congresso, a juventude não tenha abordado esta questão, com a seriedade e profundidade merecidas. O futuro então é Carajás e um salário mínimo entende? A cada dia, recebemos mais e mais currículos de jovens com segundo grau, informática, CNH, para vagas de ajudante. Tudo bem, mão de obra qualificada. Mas, cadê os mecânicos, os operadores, os caldeireiros, os técnicos de segurança, os soldadores? Quando querem se qualificar, esta juventude continua pagando do seu bolso, sem qualquer apoio. Não há políticas públicas para o trabalho, principalmente o trabalho, o primeiro emprego da juventude. Quando inicia, é atirada cegamente às más práticas empresarias e ao servilismo sem futuro. Não basta ter segundo grau, é preciso ter uma informação técnica, visando os interesses de Carajás para se ganhar melhor e ter um plano de vida decente. Ainda não temos alternativas. Talvez a UMESPA pudesse assumir uma parcela desta responsabilidade e se estruturasse para obter recursos e formar esta mão de obra que não interessa também ao SENAI, o qual ainda não sabemos a quem vai atender. Impressionante o falso discurso dos empresários locais em relação a formação desta meninada. Somos testemunhos da enorme incapacidade de gerenciar o futuro desta sociedade ao lançarmos o estagio legal para nossos alunos, com custos nosso. Nenhuma empresa local ou empreiteira apoiou. E são alunos dos cursos de Operador Mantenedor, Formação de Soldadores, Mecânica Diesel, Mecânico Montador. Há um falso discurso ou uma total incompreensão em relação ao inchaço instalado e ao caos que está se instalando.
Mas, mais importante que o emprego jovem, o mais preocupante mesmo são o enorme contingente de analfabetos funcionais e analfabetos, os de pouco escolaridade, os maiores de 45 anos que não tem acesso ao mercado de trabalho local. Os reprovados em psicotécnicos, conhecedores de uma profissão e até bons profissionais, mas com pouco escolaridade que não passam, formando o que chamamos de entulho tecnológico. Atenção, a urbe está inchando. Estas entidades, com projetos financiados podem empregar esta população. Exemplo disto é a Pousada de Selva e a coleta seletiva de sementes, penas de pássaros e veneno de cobras e aranhas que pretendemos implantar na FLONAC. Falta verba e interesse político para gerar cerca de 1000 empregos diretos para este público.
Mobilização
Precisamos destacar a enorme quantidade de ONGs existentes nesta cidade. São entidades de grande valia como instrumentos reguladores e de iniciativa da sociedade civil, que entendemos ser o grupo das realizações onde a política e o estado falham. Não apenas falham, faz parte do seu plano de dominação. Precisamos encarar o projeto revolucionário destas entidades no contexto de novas soluções para antigos problemas do capital e inteligentemente apóia-las. Trata-se de uma saída, pensada pelas massas. Destacamos aqui a Cooperativa de Reciclagem - COORASP, o FAM, AMBP, AMBPIS, COOPMASP, FÁBRICA DA ALEGRIA - LIAJUP, UMESPA, ASSOCIAÇÃO DOS IDOSOS, HIP HOP, CICLISMO, KARATECAS, UGESSP, PJ, PJR, VIGILANTES, COOCARAJÁS, ACALI, COOCMP, COOTRAPA, a inédita ASSOCIAÇÃO DOS ELEITORES, a Fundação para a Preservação dos Recursos Hídricos de Parauapebas, a Associação dos Amigos e tantas outras. Todas são importantíssimas aliadas da cidade e deveriam ter algum apoio, não digo clientelista, mas de fomento (como já apresentamos ao prefeito), simples suporte para contatos externos, com órgão de governo e agencias financiadoras de atividades da sociedade civil, representantes de governos de tantos países. Com o protocolo das Metas do Milênio, assinados por 174 países signatários, estas entidades se tornam vitais para a consecução das grandes metas, tais como acabar com a fome, com a gravidez infantil e tantas outras mazelas típicas das sociedades atrasadas. Mesmo na questão da gestão da cidade, áreas como a saúde, a administração, o planejamento poderiam se abrir mais em direção destas organizações, para ter alternativas de serviços. Acreditamos que a saúde poderia iniciar uma revolução no atendimento se prestasse atenção nestas organizações, chamando-as para um projeto conjunto de atendimento a população. A economia de recursos, a agilidade e percepção de mudança no atendimento causariam transformações no conjunto da cidade em pouco tempo. A administração escolar, a administração pública, o planejamento urbano as mais diversas questões ganhariam agilidade se tratadas com a participação destas ONGs e associações, que já possuem uma central, a UMEFIP. Esta entidade centralizadora poderia viabilizar um governo de intensa participação popular. Sob auditoria do ministério público, poderia reduzir o tempo e a percepção popular agilizando a implantação de ações do executivo, tais como o orçamento participativo, PDU, etc. Novas técnicas de planejamento e execução urbanas seriam grandemente politizadas e fortemente reduzidos custos, numa gestão partimentada entre poder público e estas representações da sociedade civil. Curioso é que todo este movimento tem projetos de viabilidade econômica e na maioria são auto-sustentáveis, podendo trazer emprego e renda, aliviar as tensões locais, amenizar os choques sociais e aos poucos, loucamente, mudar o mundo.
Financiamento
Há muitos recursos e formas de financiar o terceiro setor. Em primeiro lugar precisamos enquadrar os projetos e começar pelos auto-sustentáveis. O apoio necessário seria inicialmente passagens, estadia e transporte em Belém e Brasília. E os contatos do governo municipal nestas capitais. Não faltam recursos em todas as esferas para financiar as atividades das associações aqui presentes. No Brasil existem cerca de 14 entidades financiadoras de projetos, não contando as empresas e bancos (o Banco do Brasil tem duas entidades que financiam atividades civis). No exterior mais 14, fora governo (Alemanha, Itália, França, Bélgica, Japão, etc.) e empresas.
Então porque todas as entidades estão com o pires na mão, sem recursos, sem perspectivas , a espera do governo municipal? Talvez a resposta seja que As ONGs brasileiras cresceram e se multiplicaram com forte apoio da cooperação internacional. Agências privadas de desenvolvimento, muitas das quais ligadas às igrejas dos países da Europa Ocidental e América do Norte, apoiaram, desde os anos 70, projetos de educação popular, defesa de direitos e melhoria da qualidade de vida comunitária.
Na década de 90 este padrão de financiamento entrou em crise em função de um conjunto de fatores: explosão do número de ONGs brasileiras e ampliação de seus orçamentos, realocação de recursos das agências européias para a Europa do Leste, prioridade crescente atribuída à África, aumento do desemprego e das carências sociais no interior das sociedades européias, certo desencanto com a persistência da pobreza e da desigualdade no Brasil.
A instabilidade institucional gerada por esta crise nos padrões tradicionais de financiamento de seus projetos obrigou as ONGs a um esforço determinado de diversificação de fontes de financiamento, ampliando o esforço interno de captação de recursos. Esta opção coloca o desafio de um novo relacionamento com o Estado e com o setor privado empresarial. Aos poucos as ONGs foram incluindo em sua pauta de trabalho a preocupação com seu fortalecimento institucional e com a construção das condições de sua sustentabilidade a longo prazo.
Problemas estruturais
O acesso de organizações da sociedade civil a recursos públicos esbarra em múltiplos problemas que vão da desconfiança da burocracia governamental à descontinuidade das políticas públicas, passando pela ausência de mecanismos claros e transparentes de contratação pelo Estado de entidades não-governamentais. É fenômeno recente o reconhecimento pelo governo da legitimidade e competência da atuação das ONGs enquanto promotoras do desenvolvimento sustentável e com equidade. Por outro lado, não se pode esperar de órgãos governamentais que financiem o trabalho de ONGs via doações e sim via contratação de serviços, o que levanta exigências novas de transparência e capacidade executiva para ambas as partes.
A captação de recursos junto ao setor privado, por sua vez, é dificultada pela ausência de uma tradição brasileira de investimento social da empresa. Até bem pouco tempo as ONGs ignoravam o mundo empresarial enquanto as empresas sentiam-se desobrigadas de qualquer responsabilidade pela melhoria da vida comunitária. A redução deste distanciamento entre Mercado e Sociedade Civil passa pela superação de preconceitos e pela exploração de formas novas de colaboração no enfrentamento de questões que interessam a todos, como a melhoria da educação e da saúde, combate à violência e à pobreza, promoção da cultura, defesa do meio ambiente, etc.
Mais difícil ainda é para as ONGs explorar uma terceira possibilidade interna de captação de recursos que são as doações feitas por pessoas físicas e jurídicas. Esta captação de recursos junto ao público, junto à sociedade brasileira, que é feita há décadas pelas organizações filantrópicas e beneficentes, requer uma linguagem que não faz parte da trajetória das organizações da sociedade civil e uma política de fomento via incentivos fiscais à doação de recursos por parte de pessoas físicas e jurídicas.
Novas tendências
Multiplicam-se em todos os níveis de governo as ações em parceria com ONGs o que implica um crescente reconhecimento pelo Estado de seu acervo de experiências e competências no enfrentamento da pobreza e exclusão social. A expansão destas ações em parceria é facilitada pelo processo em curso de descentralização de poderes e recursos para o âmbito municipal, plano no qual a interação com órgãos da sociedade se dá de modo mais flexível e operacional.
O Programa Nacional de Combate à AIDs do Ministério da Saúde e o Programa de Formação de Jovens do Conselho da Comunidade Solidária são exemplos de formas transparentes de contratação de ONGs para ações focalizadas junto a populações em situação de risco mediante concursos públicos.
A tomada de consciência por parte das empresas de sua responsabilidade social é um fenômeno recente, porém em rápido crescimento no Brasil. Nos últimos anos tem se ampliado o volume de recursos canalizado para investimentos sociais por parte de Institutos e fundações empresariais. Vale lembrar que recursos não se limitam a dinheiro. O empresário pode também contribuir com doações em espécie e com a disponibilizarão de sua competência para a melhoria da qualidade dos projetos sociais.
Algumas ONGs têm explorado formas inovadoras de captação de recursos via comercialização de produtos e serviços, associação com administradoras de cartões de crédito para emissão de cartões de afinidade e campanhas de arrecadação de recursos junto ao público em geral. A potencialização destas iniciativas passa, no entanto, por mudanças legais ainda por realizar com vistas a estimular, via incentivos fiscais, a doação de recursos por pessoas físicas e jurídicas.
Destacando
A lei 11.127/05 e o "novo" Novo Código Civil
Para se ter uma idéia da necessidade de recursos destas instituições, esta lei altera todos os estatutos em diversos itens, artigos e definições, e precisam ser modificados até janeiro 2007. De onde virá estes recursos, inclusive para as consultorias que terão condições de promovê-los e que não é barato? Hoje, cerca de 90% das entidades que chegam ao nosso escritório estão fora da lei ou não existem mais, justamente por desconhecerem seu próprio estatuto. É lamentável e isto dá uma idéia do que teremos que enfrentar dentro de casa.
Concluindo
Assim a EXCLUSIV@ CONSULTORIAestá preparada para a elaboração de importantes serviços em prol do terceiro setor da comunidade. Temos condição de atender todas as demandas de projetos, suporte legal e técnico, independente da complexidade e tamanho do que se querem construir ou perenizar. Temos sempre uma solução específica para cada problema. Fazemos parte da rede mundial de solidariedade estamos firmes procurando ajudar na consecução das metas do milênio.
Porque tantas empresas quebram aqui e perdem tanto dinheiro e prestigio, enquanto a VALE segue triunfante seu destino de maior disto, maior daquilo e La na vá? Vamos discutir aqui, parte do material do meu livro em andamento LOGISTICA EM CARAJAS: A GESTAO FINANCIADA COM RECURSOS DE TERCEIROS SEM CUSTOS. Neste material discutimos o que aprendemos em quase vinte anos na região, trabalhando com empreiteiras a beira da falência e vivenciando o que chamo de falsa riqueza.
As empreiteiras trabalham para VALE sem garantias de recebimento. O contrato de prestação de serviços dragoniano que a mineradora as faz assinar, não passaria pelo crivo da legislação brasileira ou ao departamento jurídico de qualquer empresa seria e compromissada com a qualidade de seus serviços e de seus caixas.
As condições são terríveis e ilegais, carecem de estudo pelos nossos grandes pensadores de plantão. As cláusulas punitivas somente são aceitas pelos que não conhecem as condições do ambiente de mina e das relações azedas entre funcionários VALE e empreiteiras. E quanto maior, maior o tombo e desavenças.
Falo como, por exemplo, ex-contador da ANDRADE GUTIERREZ e ex-consultor de gestão, coach da direção e contador da INTEGRAL CONSTRUÇÕES E COMERCIO, analista da FERNANDES MEIRA, HIDELMA e tantas outras empresas que aqui enterraram seus capitais e a perspectiva de andar com a VALE.
Todas, mas todas as empresas que aqui trabalham estão com problemas de recebimento, multas pesadas, perdas financeiras quase irreparáveis e insatisfeitas. Sem contar os pequenos, que se meteram a gigantes e cujos proprietários amargam dolorosas perdas. Serão todos incompetentes e apenas a VALE detentora de especiais conhecimentos de gestão? Não acreditamos.
A vale tem sua política e diretrizes internacionais, portanto superiores e não estão dispostos a ouvir, andar noutra direção. Afinal seus donos, especuladores em Nova York e tal, não querem nem ouvir falar das diversas realidades locais. Quem se incomoda que nosso pais estejam degradando seu solo, matando florestas e árvores milenares, destruindo os bichos, muitos ainda desconhecidos pela humanidade e mesmo terras raras, outros minerais que se agregam a hematita irisada (67% de pureza), tais como o ouro, o urânio e outros metais e mesmo nas condições de exploração em ambiente de selva, que ainda não tem especialistas que podem afirmar com certeza afinal o que a Vale exporta deste ecossistema desconhecido e único no planeta.
Como pode alguém, um ser humano, alegar que dá melhor resultado econômico exportar minério que aço? O que exportamos com tanto orgulho para a China, para todo o mundo? Alguém sabe? A floresta, as flores, os bichos, as terras raras, os sítios arqueológicos, os outros metais consorciados, ou a utilização de explosivos, de produtos corrosivos e extremamente nocivos a saúde, a poluição de fundo, que espalha pela mata e cidades arredores, sem falar o ambiente social, do inferno de dor, doenças, fome, desespero, saudade...
Estamos bem assim. Combinado. O fim da Hidelma, da Alusa, da Maquipesa, da Oas, da Bioagro, KSM, e tantas outras empresas, ou a maioria dos empresários que vivem apertados e devendo INSS, FGTS, Impostos Federais, o sobe e desce da Integral e de tantas outras não geram reações nem esperança. Tudo deve continuar como era antes no quartel de Abrantes.Porque não há uma reação coordenada e lúcida para deter tamanha destruição? Não acredito que a ACIP seja este interlocutor. Não acredito que uma entidade natimorta e comprometida consigo mesma como esta entidade tenha as competências para gerenciar crises e se meter apenas quando o incêndio já se propagou. Não adianta listar credores, receber da VALE recursos de quem trabalhou para pagar credores e funcionários. Ninguém vem aqui apenas para pagar fornecedores e empregados. No sistema de capital as empresas trabalham para crescer, pagar suas contas e lucrar.
O lucro é o que move o capitalismo e não vamos mudar este estado de coisas. Portanto acredito que a ACIP deva se abster do processo, na verdade ela ajuda a VALE a manter uma situação de crescente e eterno constrangimento para empresas e empresários que acreditaram e investiram aqui. Ao listar credores a ACIP faz papel de cartório e/ou bancos. Porque não fez nada antes? Respondemos que, uma entidade onde alguém da VALE ou ela mesma tenha assento, não vai resolver uma situação que é cômoda para ela mesma. Precisamos de uma entidade que sente com a VALE como interlocutora, não como companheira, mas oponente, porque os interesses são diferentes E EM DIVERSIFICADAS SITUAÇÕES, conflitantes. Estamos falando de uma entidade que congregue empreiteiras, administrada por empreiteiras e que possa em situação de crise, falar pelas empreiteiras, tendo a VALE do outro lado da mesa. Queremos ter a VALE como cliente sim, afinal esta cidade não existe sem vale. Mas precisamos falar a linguagem da VALE, entender seu sistema de gestão, produção e jurídico. Rejeitar o ruim e aprovar o bom, o correto. Claro está para todos que a VALE precisa mudar.
Não pode continuar apenas ela tendo razão e todos, todos estarem errando quebrando, deixando de pagar suas contas, atrasando o desenvolvimento de Parauapebas. Acredito que a prefeitura, a câmara dos vereadores, os empresários locais ou outros grupos econômicos possam ajudar a transformar este estado de coisas, entrando com condições materiais ou mesmo criando uma lei municipal incentivadora aos fornecedores de serviços da VALE a apoiar esta entidade. Não discuto aqui aspectos jurídicos, carece de estudos legais para se levar a idéia adiante.
Mas os fornecedores poderiam se reunir numa associação ativa e interlocutora. Temos o projeto a 11 anos pronto para aplicação e funcionaria. Na posse do atual prefeito sugerimos a implantação da Secretaria de Mineração e Trabalho. Há meses atrás um grupo ligado a este prefeito nos procurou falando num plano para assumir a Secretaria de Desenvolvimento. Produzimos um paper sugerindo a implantação desta secretaria, de mineração e trabalho. Talvez fosse um embrião deste projeto, porque alguém ou alguma coisa precisa fazer algo para mudar esta situação.
Ok, não temos ilusões, dentro do nosso conhecimento, entendemos o caráter predatório das mineradoras. Mas não precisa ser assim. Somos a sociedade civil do entorno e quando o minério acabar precisamos saber o que fazer de nossas vidas e da vida dos nossos. Nada é para sempre. Convidamos todos os empresários que almejam historia para nossa cidade a juntar-se ao nosso projeto de interlocução coordenada com a VALE. Precisa ajudar esta empresa a modernizar sua relação com as comunidades e seus fornecedores. Podemos fazer historia. Chance!
FALA PEAO É uma revista eletrônica: publicarevista.blogspot.com ou falapeao.blogspot.com
A fala aqui é a do Peão. O trabalhador regular, cheio de esperança e boa vontade, que cotidianamente é chamado a trabalhar nas minas dos arredores, nas oficinas e lojas desta cidade sitiada. Queremos e pedimos a todos os peões deste rodeio, deste tabuleiro de xadrez e damas, que se manifestem. Enviem matérias, observações, fotos, mensagens para esta mídia, que vamos publicar.
Afinal, vamos dar voz a quem realmente constrói todos os dias esta realidade. Se mantemos o crescimento da china, da índia ou a recuperação econômica da America do Norte e da União Européia, quem realmente carrega nas costas esta construção precisa falar, ser ouvido, ser pelo menos informado do que esta acontecendo a partir do seu trabalho.
A grande maioria dos trabalhadores das minas, da usina atrás do morro, é de maranhenses. Este povo mineiro, corajoso, chegam diariamente para viver numa cidade totalmente despojados de seus sentimentos, lembranças. Vem com a fé de dias melhores. Vem construir o Pará e o Brasil. Os sindicatos deveriam se preocupar e buscar melhores condições para a inserção social e econômica desses peões. Mas estes sindicatos não entendem as relações econômicas que fazem as empresas quebrarem, irem embora. Estes sindicatos tem poder demais e ação de menos. Acreditamos na reformulação sindical: cada categoria com seu sindicato e representação. Torcemos pelo florescimento do sindicato dos pedreiros, dos soldadores, dos caldeireiros, dos técnicos de segurança, dos montadores e assim por diante. Como acontece nas classes dirigentes: sindicatos dos médicos, dos enfermeiros, dos contadores, dos administradores, etc. entre a elite, não vemos um sindicato por área de atuação, misturando tudo e apenas concorrendo para os salários serem achatados e pequenos, como os praticados aqui. Na matéria ECONOMIA: A TROCA DE COMANDO NA VALE, vemos o absurdo da relação salário e lucratividade nesta empresa. É esta a razão pela qual se pratica salários tão baixos aqui em Parauapebas, ao mesmo tempo que tudo é tão caro.
Fala peão! É voz livre. Você precisa apenas se identificar, enviar foto e fone junto com sua matéria ou manifestação.
A FILA DOS BANCOS EM PARAUAPEBAS
É concordância geral que somos humilhados com o porco atendimento que se oferece nas casas bancarias de Parauapebas. Quem leu a matéria acima, agora entende porque o Bradesco age assim, com todo o poder que tem nas mãos. Mas não entendemos CEF, BBRASIL , BANCO AMAZONIA agir assim. Não precisam de clientes mais, criam condições e exigências absurdas para a abertura de contas aos trabalhadores. FALA PEAO:
Fui contratado para trabalhar de ajudante na Integral. Não tinha conta bancaria em Parauapebas, então a empresa me repassou uma solicitação escrita pedindo a abertura da conta. Assim fui a agencia do banco da Amazônia, enfrentei uma fila imensa e meio dia. Quando chegou minha vez, a atendente não quis abrir minha conta alegando que faltava um comprovante de endereço. Como moro de aluguel, como a imensa maioria de peões daqui, tinha que apresentar uma declaração do banco, com a declaração do dono do imóvel com firma reconhecida em cartório e uma copia de sua conta de energia. Assim, após perder um dia de trabalho fui ao proprietário e recebi sua negativa.
Não tinha assinatura no cartório e, portanto não iria assinar a declaração. Retornei a empresa que nada pode fazer e assim, há dois meses que tento abrir a conta e por esta exigência absurda deste banco não consigo aumentar sua renda, depositando meu salário lá. Eronilson dos santos, rua 2 nr 52 cidade nova – Parauapebas/PA.
O que vimos ai é um abuso desta casa bancaria. A declaração de residência é um documento de cunho pessoal e não há porque duvidar dele. Basta o interessado declarar que mora naquele endereço e pronto. Não há exigência legal para se comprovar endereço. Na verdade a assinatura em cartório pressupõe que o peão quer mentir onde mora. O banco não precisa desta prova, é pessoa física, que mande qualquer correspondência para o endereço da empresa. Mas nesta cidade de exceções, todos somos vítimas destas casas bancarias.
Mas as filas, o mal atendimento, a discriminação racial e econômica persistem. O que vamos fazer perante tanta falta de sensibilidade e educação desses banqueiros, cujos bancos batem todo mês recordes seguidos de arrecadação e riqueza. Fica a pergunta no ar.
ASSISTENCIA MEDICA E SAUDE DOS PEOES E SUAS FAMILIAS
“Estou há seis meses tossindo. Sou soldador e trabalho no sossego. Nos fins de semana livre fui ao plano de saúde da empresa, com atendimento no hospital São SEBASTIÃO , situado no rio verde. marquei consulta e quando atendido, o medico não olhou para mim, não tirou pressão, perguntando rapidamente o que eu sentia. Falei da tosse, do tempo e da minha preocupação. O profissional não, demonstrando claramente não estar nem ai para a campanha do governo federal contra a tuberculose me receitou remédio contra sinusite e 2 dias de repouso. Voltei para casa e fui consultar o código da doença. Fiquei com raiva, após o Google demonstrar que aquele código era de sinusite. Não tenho sinusite, como pode aquele medido fazer isto. Assim, não comprei o remédio e recorri ao plano de saúde da empresa novamente, desta vez procurei atendimento no hospital de Parauapebas, da rua h. qual não foi minha surpresa ao ser atendido do mesmo jeito, sem atenção, por escassos 10 minutos e mesmo eu pedindo para prestar atenção a minha tosse, sem nenhum procedimento de saúde publica ele me receitou xarope para gripe e pronto. Continuo tossindo e perdendo peso. Não acredito nestes exames que fazemos vários por ano e nestes médicos dos nossos planos de saúde. Precisamos da comissão municipal de saúde para agir em favor dos peões, não ficar apenas fazendo política...
O relatado acima é o acontecimento corrente nesta cidade. Os peões, trabalhadores que na verdade sustentam e promovem o crescimento e desenvolvimento, é comumente tratado desta maneira, sem refresco. Precisamos mudar isto. Vejam o caso do hospital municipal.
O peão sobe de madrugada e não sabe o que vai acontecer com seus parentes e família. Se alguém adoecer, não vai dar.
Formatar um grupo com as principais lideranças da cidade que almejam participação política, tipo prefeitura, camara. Ou mesmo, pessoas que cansadas de tanta bandalheira, partam para um trabalho em grupo que possam desaguar no cargo Maximo da cidade. Neste cargo, colocar em pratica a participação popular, a ética, a execução orçamentária e fiscal, a transparência e todos aqueles sonhos que sabemos ser sonho mas ao mesmo tempo ser possível. Governar com justiça e com dedicação e respeito.
Nestas eleições Parauapebas se saiu pior do que antes, apesar de ser a democracia o melhor sistema de convivência e não temos no horizonte outro igual. Mas o povo não sabe o que fez, apesar de soberano. Senão vejamos: Valmir da integral e massud, bel: o que estes canalhas fizeram para merecer tantos votos? Valmir da integral, lobo vestido de carneiro, com seu discurso afável e seu coração de pedra. Ninguém que lida com aquela fera sabe onde começa o homem e termina o monstro. Muita gente sabe do que estou falando. Massud é o limite da tolerância e da mentira. Não sei se mudou algo neste bloco de gelo, neste atleta de si mesmo: sua ambição pessoal o faz passar por sobre todos, por uma compreensão de iluminado que vive nas trevas do passado, em eterna aliança consigo mesmo. E bel, a palatina de seus caprichos e de sua risada interior. Cada vez mais intangível, acredita verdadeiramente que não merece pedir votos, o povo a elege por sua vontade e obrigação. esquece sua origem política, a miséria de seus serviços ao povo, a raiva incontida da popularidade de Meire Vaz e sua destruição. Esquece seu marido e mentor, faisal, que criou o monstro que o destruiu. Sim, faisal destruído por sua pressa e falta de visão noturna. Foi pego por sua própria sombra, capturado por sua história. Agora não tem mais saída. Novas e modernas lideranças estão surgindo e ocupando, tem que ocupar os novos lugares do progresso, da esperança, do compromisso social e da responsabilidade coletiva.
É uma pena, a miséria de opções que restam a esta massa raivosa, em vaivém perdido. Votam por votar, sem opções reais de mudar este cenário de interior aparentemente rico e miserável.Esta sociedade de máfias e grupinhos excepcionais, que bastam a si mesmo em detrimento do progresso e da vascularização das idéias e atitudes, não merecem, não bastam a si mesmo. Não respeitam os milhares de soldados, de jovens soldados, que a saldo de míseros trocados dão sua vida em troca de toneladas de minérios, de ampla e inconcebível destruição da alma do planeta, a floresta e seus bichos e ETs. Ninguém sabe o que acontece na usina atrás do morro. Ninguém sabe o que a VALE faz nesta cidade. Todos estão mesmerizados pela aparência de riquezas, pela volatilidade das relações e por suas contas bancarias e maracutaias. Ninguém que pode decidir e interromper ou mesmo amenizar as tragedias cotidianas que ocorrem no hospital municipal, nos pronto-socorros, mas palafitas, invasões, celas, cooperativas, alojamentos e condomínios desta cidade sitiada. Ninguém quer saber do cotidiano do palácio municipal, das escolas locais, dos ônibus de firmas, das filas intermináveis dos bancos e do descaso no atendimento do comercio local.Parauapebas. A nova babilônia. A nova Sodoma.
Voltando as opções de liderança e políticas, que fazem os pretendentes ao governo municipal, a reforma da camara dos vereadores, porque estes que estão ai não merecem nem a corte marcial pelo imobilismo de Jô que trazem na alma. Os homens e mulheres e jovem que transformam esta provincia diariamente, na sua luta pela sobrevivência, cadê este povo? Por os cargos locais são todos de mineiros, gaúchos, goianos. Cadê os negros, os regueiros, os maranhenses, as mulheres, os gays. Cadê a massa? A massa que votou no Vassourinha, noDr. Charles, no claudio? A massa que desprezou os palatinos e escolheu sangue novo, que sinalizou seu despertar para uma cidade melhor. Não sou ingênuo para acreditar que estes reais vencedores deste pleito são os melhores, não. São pessoas que se colocaram: sem recursos, sem grupos poderosos, sem roubos ou concluios indecentes. São possibilidades de transformação. E pela reação da massa ao escolher estes novos, indicam caminhos novos, novos riscos e nova oportunidade de participação. Precisamos renovar a política e as relações de poder e mando nesta cidade.
Há caminhões e caminhões de madeira saindo todos os dias de Carajás. Cadê a municipalidade, que esta permitindo mais este crime ambiental. A mata daqui foi destruída primeiramente para a retirada do subsolo, dos minérios que nem sabemos quais. Agora a floresta, na forma de madeira bruta esta saindo e nada das nossas autoridade se manifestarem.
Todas as áreas de preservação ambiental de Parauapebas estão ou foram destruídas pela voracidade imobiliária ou por grupos poderosos. O que esta realmente acontecendo com Parauapebas e seu povo?
Estamos observando os vereadores de Parauapebas, enviando relatório da CPI das Águas para o MP. Aumento abusivo, foi isto que investigaram? O vereador Odilon e Faisal entendem muito de como o serviço de água funciona nesta cidade. Principalmente Odilon, que acompanhou comigo todo o projeto, custo e implantação do mesmo, no governo do Chico das Cortinas. Não fui chamado a depor, eu que alem de calcular o financiamento, era o Secretario de Planejamento e junto com Ricardo Brito, criamos o Decreto do sistema. É interesse como os grupos de interesse se articulam nesta cidade, mesmo quando o que se esta em jogo é a vida de milhares de pessoas, nas suas necessidades mais basicas, a falta de agua ou seu preço abusivo.
Estamos observando seu lider, o vereador Adelson fazer um discurso muito parecido com nossas propostas, que sao entregues desde 2005 e nunca foram respondidas. Este Instituto, o minuto camara, a camara mirim e varios outros projetos que podem fazer dos vereadores tambem protagonistas do desenvolvimento desta cidade. alias cidade que não pára de crescer mas os politicos e empresarios locais preferem a mesmice, os grupos fechados tipo máfias, as indicações tendenciosas e o trazer de fora que é melhor.
Agindo assim, teremos sempre a repetição destas eleições: a caretice, o fracasso, a perda da esperança de ver esta cidade representada alem. Temos que nos organizar conquanto sociedade produtiva.
FRENTE UNIDA POR PARAUAPEBAS JA!