domingo, 26 de abril de 2015

Transformações radicais na produção industrial avançada. Com a internet industrial.

Bem-Vindos à Quarta Revolução Industrial
ESCRITO POR DANIEL OBERHAUS
April 17, 2015 // 11:00 AM CET

Compreendemos e partilhamos que em muito breve será assim. Em verdade já pé assim em muitos lugares e situações. Preocupante perceber que nosso Brasil levará ainda muito tempo para querer ser assim. Educação, escola, loucura, liberdade e recursos. Intercambio e recepção ao novo. Itens que faltam a esta cultura do sempre, perpetuada por nossa maioria. Como vamos viver este amanhã? Fornecendo minérios e alimentos apenas?









São sete horas da manhã do dia 13 de abril de 2025. Seu relógio te desperta de uma noite sem sonhos e você sai da cama na mesma hora em que sua casa acorda. A luz do banheiro se acende e o chuveiro começa a esquentar a água. Depois do banho, você veste uma camiseta feita sob medida. Você checa seu celular e descobre que a bateria está prestes a acabar. Uma janelinha na tela te informa que não há com o que se preocupar — há uma bateria substituta à caminho. Você ouve seu carro se ligando na garagem, pronto para te levar para a fábrica que você gerencia, onde, de acordo com seu celular, uma das máquinas parou de funcionar. Ir até o seu trabalho se tornou um fenômeno cada vez mais raro — na maior parte do tempo, a fábrica funciona de forma independente.

“Que saco", você reclama enquanto o carro sai da sua garagem. “Essas geringonças só dão trabalho."
Bem-vindo à quarta revolução industrial, onde todos os objetos do seu dia a dia são feitos sob medida e conversam entre si para resolver seus problemas.

É provável que a expressão "revolução industrial" invoque memórias distantes de tediosas aulas de história do ensino médio. Dois séculos se passaram desde que o motor à vapor inaugurou a transição para a produção em massa, e desde então passamos por duas outras revoluções: uma no final do século 19, baseada na energia elétrica e na divisão do trabalho, e uma no final do século 20, causada pela ascensão da tecnologia de informação.

Três anos atrás, os alemães previram uma quarta revolução, que promete mudar radicalmente a forma como trabalhamos — e que ainda por cima irá fazer com que todos seus pertences girem em torno do seu umbigo.


MUDANDO TUDO DE NOVO
A quarta revolução industrial, mais conhecida como "Indústria 4.0", foi nomeada assim por um grupo liderado por empresários, políticos e acadêmicos, que a definiram como uma forma de aumentar a competitividade da indústria alemã por meio da inserção de "sistemas ciber-físicos", ou CPS, aos processos industriais.

CPS é um termo genérico para todo tipo de integração entre máquinas inteligentes e mão de obra humana. Os donos de fábricas não estão apenas reinventando a linha de produção, mas sim criando uma rede de máquinas que produz mais com menos erros; e tem a capacidade de alterar seus padrões de produção de acordo com dados externos, mantendo um alto padrão de eficiência.

Em outras palavras, a Indústria 4.0 é o equivalente industrial da Internet das Coisas, a ideia de conectar toda sorte de objetos, de termostatos a torradeiras, à internet.

Esse seria um "novo conceito em produção", de acordo com o um relatório publicado em 2013 pelo Grupo de Pesquisa da Industria 4.0, um conglomerado de industriais, especialistas em inteligência artificial, economistas e acadêmicos.

O governo alemão apoiou a ideia, anunciando que o país iria adotar uma "Estratégia De Tecnologia de Ponta" para se preparar para o futuro.

Essa nova abordagem não está ganhando popularidade apenas na Alemanha; muitos países estão voltando seus olhos para a iniciativa. Os Estados Unidos, por exemplo, não demorou para seguir os passos da Alemanha e criou uma organização sem fins lucrativos voltada para o tema, o Consórcio de Internet Industrial, em 2014. A organização conta com gigantes como a General Electric, a AT&T, a IBM, e a Intel.

Muitas fábricas gastam enormes quantidades de energia durante as pausas na produção, que ocorrem em fins-de-semana e feriados, algo que poderia ser evitado com o advento das fábricas inteligentes

Embora a Indústria 4.0 tenha se tornado um tema de debate na Alemanha, o significado exato do termo ainda é um tanto confuso.

“Embora a Indústria 4.0 seja um dos temas mais discutidos atualmente, eu não consegui explicar seu significado para meu filho", disse um coordenador de produção da Audi citado em um relatório lançado no ano passado.


E O QUE SERIA A INDÚSTRIA 4.0?
Um dos aspectos mais tangíveis da quarta revolução industrial é a ideia de um "design voltado para o consumidor". Isso significa que os consumidores irão usar as fábricas para criar seus próprios produtos, e que as empresas irão fabricar produtos personalizados para cada consumidor.

O potencial desse novo modelo de produção é imenso. Por exemplo, a comunicação entre os produtos inteligentes conectados à Internet das Coisas e as máquinas que os produzem — que utilizam o que a General Electric chama da "Internet Industrial" — significa que os objetos poderão monitorar seu próprio uso e tempo de funcionamento.

Caso seu celular percebe que irá "morrer" em breve, ele pode entrar em contato com a fábrica, que poderá alterar seu ritmo de produção segundo os dados enviados pelos produtos lá produzidos. Quando seu celular bater as botas, já haverá outro esperando por você, o que significa que os dias das encomendas pela internet estão contados.

Além disso, à medida que esse processo se tornar mais sofisticado e integrado, seu celular irá ser entregue com a exata formatação do seu falecido celular.

Esse processo não se limita aos celulares e outros eletrônicos mais sofisticados. Tudo, de roupas sob medida à shampoos e sabonetes personalizados, estará disponível para os consumidores, sem o custo adicional que costuma acompanhar esses produtos especiais. Os produtos irão ser realmente personalizados — nada de escolher uma das cores pré-determinadas para seu celular e falar que o produto foi feito especialmente para você.

As máquinas de várias empresas, como BMW e a Bayer, são produzidas por linhas de produção quase que inteiramente automatizadas

Além do mais, a crescente integração entre fábricas inteligentes e infraestruturas industriais poderia resultar em uma grande redução do gasto energético. Como o grupo de pesquisa da Indústria 4.0 afirma em um dos seus relatórios, muitas fábricas gastam enormes quantidades de energia durante as pausas na produção, que ocorrem em fins-de-semana e feriados, algo que poderia ser evitado com o advento das fábricas inteligentes.

De acordo com os defensores desse novo método de produção integrada, a Indústria 4.0 pode mudar a forma como vemos o trabalho. Visto que uma máquina pode executar tarefas repetitivas com muito mais eficiência do que um trabalhador humano, essas funções estão fadadas à automatização. Mas ao invés de tirar o emprego desses trabalhadores, isso supostamente irá permitir que eles executem trabalhos mais criativos, salvando-os desses serviços repetitivos. Além disso, conforme os sistemas físicos são digitalizados, os trabalhadores irão ter que passar menos tempo em seus locais de trabalho — no futuro, um gerente poderá supervisionar sua fábrica pela internet.

OS NOVOS GIGANTES DA INDÚSTRIA? OS MESMOS GIGANTES DA INDÚSTRIA
Aqueles que mais se beneficiarão com a quarta revolução industrial, empresas como a Cisco, a Siemens e a ThyssenKrupp, afirmam que a implementação da CPS atende à uma demanda popular, e não à agenda das grandes corporações.

Mas apesar de toda essa retórica, uma pesquisa mais cuidadosa revela que o principal impulso por trás da inovadora industrialização da Alemanha não é a satisfação do consumidor, mas sim os benefícios para as multinacionais que planejam adotar esses avanços.
A quarta revolução industrial promete colocar a Alemanha na proa da reestruturação industrial. Como o grupo de pesquisa escreve em seu relatório, é possível que a existência da manufatura alemã dependa da Indústria 4.0. “Se a indústria alemã quiser sobreviver e prosperar, ela precisa ter um papel ativo na quarta revolução industrial", diz o relatório.
A indústria alemã irá investir, anualmente, €40 bilhões na infraestrutura da Internet Industrial até o ano de 2020, de acordo com um relatório da empresa de consultoria Strategy&. Isso representa uma boa parcela do investimento total da Europa, que será de €140 bilhões por ano. Devido à imprevisibilidade dos prazos e da metodologia de implementação, além da necessidade de tecnologias mais avançadas, não se sabe o quanto a Alemanha se beneficiará com o crescimento dessas fábricas inteligentes.

De acordo com o relatório da Indústria 4.0, entre as 278 empresas pesquisadas (a maioria dos setores de manufatura e maquinário), 131 afirmaram já estar "envolvidas” com a Indústria 4.0.”

O envolvimento da maioria dessas empresas se limita à “aprender" sobre a quarta revolução industrial. Apenas um quinto dessas empresas implantaram componenentes CPS em suas fábricas. Entre as empresas que participam ativamente da nova revolução industrial estão a Wittenstein (motores elétricos), a Bosch (equipamento hidráulico), e a BASF SE, pioneira em shampoos e sabonetes personalizados. As três empresas trabalham em parceria com o Centro de Pesquisa de Inteligência Artificial da Alemanha para comprovar a viabilidade da Indústria 4.0.

Um importante adepto é a Siemens AG, a maior empresa de engenharia da Europa, que utiliza seus componentes CPS de forma muito criativa em sua fábrica de Amberg. Lá, máquinas automatizadas encomendadas por outras empresas, como a BMW e a Bayer, são produzidas por máquinas que são, por sua vez, quase completamente automatizadas.

OBSTÁCULOS E DIFICULDADES
Entretanto, existem outros empecilhos, tanto do ponto de vista técnico quanto social, no caminho até a revolução.

Maximizar as vantagens da quarta revolução industrial irá exigir uma grande cooperação entre os diferentes níveis da cadeia corporativa, especialmente para se assegurar de que as máquinas falem a mesma língua. Se um produto não-concluído chegar em uma máquina incapaz de ler seu chip RFID porque ele foi programado em uma frequência diferente, o processo de manufatura poderia ser paralisado. Assim, determinar as plataformas e linguagens universais que permitam que as máquinas dialoguem, independente das fronteiras corporativas, é um dos principais obstáculos para a adoção universal dos sistemas ciber-físicos.

Por outro lado, a homogeneidade também pode ser um problema. O Google, por exemplo, controla 97% das buscas online da Alemanha, e alguns líderes do governo estão preocupados com a possibilidade de um pequeno grupo de empresas monopolizar o mercado da Indústria 4.0.

"O big data necessário para o funcionamento da Indústria 4.0 não está sendo coletado por empresas alemãs, mas sim por quatro grandes empresas do Vale do Silício", disse o Ministro de Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, durante um debate com o Presidente do Google, Eric Schmidt, no ano passado. “Essa é a nossa preocupação."

Outro problema é a segurança: criar redes mais seguras é trabalhoso, e integrar sistemas físicos à internet deixa-os mais vulneráveis a ciberataques. Nos dias pré-internet, os rebeldes destruíam as estruturas físicas das fábricas (como os notórios Luditas). Com a ascensão da Indústria 4.0, os processos produtivos podem ser atacados remotamente, seja pela manipulação do protocolo do produto ou com a paralisação do processo de produção. Como aponta o Instituto Fraunhofer, uma organização de pesquisa alemã, já existe um malware criado especialmente para destruir sistemas de produção ciber-físicos. Com o crescimento das fábricas inteligentes, descobrir novas formas de garantir a cibersegurança e ainda assim usufruir dos benefícios do CPS (como a comunicação automática entre máquinas) se tornará a maior prioridade dessas empresas.

E PARA ONDE VÃO OS EMPREGOS?
Do lado social das coisas, os círculos futuristas vem discutindo a crescente redundância da mão de obra humana e as consequências da proliferação das máquinas, um medo potencializado pela promessa de uma quarta revolução industrial. Esse medo tem muito fundamento, considerando que algumas previsões estimam que em duas décadas 47% dos empregos serão automatizados, o que deixará milhões de trabalhadores desempregados.

Entretanto, a troca de mão de obra humana por máquinas é mais característica da terceira revolução industrial, que provocou um enorme aumento no maquinário automatizado. O objetivo da quarta revolução industrial é fazer com que essas máquinas se comuniquem sem interferência humana. Um exemplo é a fábrica da Siemens, que ainda emprega mais de 1.000 pessoas, em sua maioria funcionário encarregados de monitorar as máquinas e computadores.

A maior preocupação é que a Indústria 4.0 permita que as empresas aumentem sua produção sem necessariamente criar novos empregos, algo que poderia ser um grande problema nessa época de crescimento populacional.

A troca de mão de obra humana por máquinas foi uma característica da terceira revolução industrial. O objetivo da quarta revolução industrial é fazer com que essa máquina se comuniquem sem interferência humana

Essa tendência poderia prejudicar os países em desenvolvimento. Não é de se surpreender que um dos principais estímulos por trás da quarta revolução industrial seja o desejo de competir com a produção terceirizada de países em desenvolvimento (essa não é uma preocupação tão grande na Alemanha quanto em outros países ocidentais, é claro). Essa implementação de sistemas ciber-físicos nos países ocidentais poderia reverter o fluxo de deslocamento da mão de obra, prejudicando as economias emergentes que dependem desses serviços de manufatura. Isso é apenas uma teoria, já que existem poucas pesquisas sobre as possíveis consequências da implementação da Indústria 4.0 no mundo ocidental.

Não importam as promessas de uma maior produção de bens de consumo, de uma mão de obra livre, de bilhões de dólares impulsionando a economia: no final das contas, alguém vai ter que pagar por esse avanço Se a mão de obra humana continuar a ser substituída por máquinas, o número de produtos sendo manufaturados não importará, pois não haverá ninguém para comprá-los. Talvez a quarta revolução industrial irá mudar o mercado de trabalho, como afirmam muitos de seus defensores: de trabalhos chatos e repetitivos para funções mais criativas. Ou talvez nós acabaremos nos matando por um pouco de dinheiro, alimentando fábricas com bicicletas elétricas como no episódio de Black Mirror entitulado “Fifteen Million Merits”.

No entanto, temos uma certeza: a Indústria 4.0 está para nascer, e tudo indica que nós iremos mergulhar numa era inteligente, na qual todos os objetos se comunicarão constantemente, supostamente para nos servir. Esse futuro pode parecer um pouco barulhento, mas não se preocupe — as máquinas falam baixinho, via wireless.

Tradução: Ananda Pieratti

quinta-feira, 26 de março de 2015

Planejamento é poder, não se esqueçam!

Planejamento estratégico, de curto, médio e longo prazo




Grupos de poder e grupos que o almejam devem se debruçar sobre este tema estudando e aplicando-o. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É PODER! Não se esqueçam preconceituosos, exclusivistas, golpistas e outros istas de quem não presta.






Se já é difícil entender uma língua que não se conhece ou domina, mais grave é entender de uma forma difusa expressões muito usadas em nossa própria língua, com um significado para uns e outro para outros.

Muitos usam Estratégia com o sentido de longo prazo. Assim quando se fala em Planejamento Estratégico pensam se tratar de planejamento em longo prazo. Planejamento de Longo Prazo é algo que você começa hoje para terminar algum tempo, digamos, quatro anos depois, num cenário sem mudanças que alterem sua decisão. Uma obra, um curso, um programa, um governo etc. Planejamento de Longo Prazo é algo que virou quase uma lenda nas empresas. Pode até existir, mas a maior parte dos profissionais nunca viu.

Drucker repetia sempre que "O planejamento estratégico não trata de decisões futuras. Trata do que haverá no futuro com base nas decisões do presente”. Estratégico é um futuro incerto e que os elementos e indicações do presente permitem que se especule, se desenhem cenários, se faça previsões. Em relação ao futuro e se atue em função disso, operacionalmente naquela direção. E no caminho se mantenha, corrija, ou se ajuste o cenário projetado. O estratégico é o incerto, sobre o qual se quer antecipar. É a mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global visando atingir objetivos definidos previamente. É uma metodologia gerencial que permite estabelecer o caminho a ser seguido pela empresa, visando elevar o grau de interações com os ambientes interno e externo.

Planejamento para melhorar sua vida pessoal

Num mundo como o de hoje, onde a inovação se dá a qualquer momento e em qualquer campo e onde a obsolescência não tem prazo, chegar na frente é ser mais competitivo que os demais. Nesse sentido pensar estrategicamente é o diferencial. O conhecimento da organização, da sua arquitetura, de seus processos e a organização como um sistema gerador de bens e serviços, fornecerá a base para o planejamento.

As decisões existem somente no presente. O problema enfrentado por quem toma decisões não é o que a sua organização deve fazer amanhã. É o que devemos fazer hoje para estarmos preparados para a incerteza do amanhã? Já que qualquer plano para o futuro depende das ações efetivadas no presente. As ações passam primeiramente pela analise da Arquitetura Empresarial (EA) e da simulação dos Processos (BPA), hoje ferramentas (softwares) sofisticadas fornecem dados e apóiam a tomada de decisões.

Planejamento Estratégico é pensar um futuro incerto, definir objetivos baseados em cenários desenhados (As is), cenários projetados (To be) e investir nessa direção.
“Os únicos limites das nossas realizações de amanhã são as nossas dúvidas e hesitações de hoje”. Roosevelt.

Planejamento nos dá poder. Os planejamentos que fazemos nos libertam e levantam nossos valores e nossa qualidade de vida. Quando nos planejamos nossas perspectivas na vida com  sabedoria a qualidade de vida fica mais fácil.

O planejamento é como uma ajuda para a visão de seu futuro, com planejamento você consegue sentir as suas energias, paixões, desejos. Ele nos leva a emoção, a sensação de alegria sobre nosso futuro. Quando você planeja você reduz a tensão. Você não gasta cada amanhã sem saber o que vai fazer, você aprende a viver o dia em segundos, minutos, horas de  modo que você está trabalhando para completar o que você tem planejado para esse dia. Depois de realizar suas metas diárias, você relaxa sabendo que você conseguiu atingir sua missão neste dia. No dia seguinte chega e você segue o gráfico do planejado para este dia.

Você vai viver bem quando você já tiver definido seus planos. Você tem que ter flexibilidade com os seus planos. Por exemplo, se você vê algo em seus planos, que não levam até seus objetivos a curto e longo prazo, pode alterar os planos. Esta é a parte de usar a sua mente criativa, especialmente quando você vê que as alternativas que você planejou em suas áreas  não estão levando você em direção a seus objetivos, mude altere seu planejamento para que você possa alcançar seus objetivos.
Você tem total liberdade de mudar a elaboração de seus planos, uma vez que você tem uma opção melhor para atingir seus objetivos. Quando seus planos de atingir seus objetivos planejados etapa por etapa uma de cada vez a curto e longo prazo começarem a surgir efeito e você começar a alcançar suas metas, você pode olhar para trás para visualizar a sua liberdade e conquistas.

Uma coisa que notei sobre a definição de metas é que muitas vezes ao atingir os objetivos que você não planejou. Ironicamente, enquanto você trabalha em direção a seus objetivos, parece que outras coisas boas vêm a seu caminho. Olhe para as recompensas que você começa a receber quando esta na direção certa de atingir seus objetivos.

Quando você define planos. Você tem oportunidades e chances de alcançar seus objetivos. Sorte, oportunidades e eficiência, muitas vezes fazem uma pessoa se sentir bem sobre si mesmo. Esta é uma peça que melhorara sua vida pessoal. Quando você redefinir seus planos, a  melhor maneira à trabalhar é em etapas lógicas para alcançar seus objetivos. Ao fazer isso você vai fazer a carga ficar mais leve e o caminho menos viajado.

Quando uma pessoa planeja seus planos, ele ou ela não está constantemente a tomar decisões precipitadas. Isso libera a mente do caos, ou stress. Você define o seu tempo com sabedoria ai você tem tempo para escolher como você pode elaborar os cronogramas para gerir mais ainda o seu tempo. Por esta razão, você tem tempo de lazer. Isto significa que você pode se sentar em seu tempo livre desenhando imagens visuais em sua mente como você escolher.

Quando uma pessoa que planeja, tem a opção de ajustar os seus planos. Quando você vê que algo não está ao seu gosto em seus objetivos e planos, você pode ajustá-los como você quiser. Você pode usar suas imagens mentais e vozes para ajudar você a ajustar os planos, assim como você fez quando escreveu pela primeira vez o seu plano.

As imagens mentais vão ajudar você a planejar o seu futuro novamente. Lembre-se ainda é você que vai definir seu futuro. É só usar essas imagens para definir o caminho para o sucesso quando você for escrever seus objetivos novamente. Depois que você terminar de escrever os seus planos, a sua gestão do tempo, você pode trabalhar para agendar suas estratégias.


Planejamento estratégico deve incluir o tempo de missão, tempo de diversão, o tempo objetivo, tempo de estudo, tempo de trabalho, tempo para a família, a flexibilidade, e assim por diante. Você também deve considerar o não planejado para você delinear estratégias que levam você a melhorar sua vida pessoal.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Não se deve abusar da miséria do povo...

FÁBULAS FABULOSA  DE  MILLÔR  FERNANDES (obrigado mestre!)

Prestem atenção Valmir da Integral e Darci. Parem de abusar do coração e do estomago do povo. Pelas regras do universo tudo que vai, volta. Nem que para isto ocorra uma eternidade. Parem de oferecer ao povo SOPA DE PEDRAS. Podem acabar como o Serapião Pintumba ai ó.

A sopa de pedras




Quando terminou a guerra dos farrapos de Canudos, uma guerra dessas aí!, Serapião Pintumba perambulou por muito tempo no sertão. Á proporção que perambulava, penetrava, e, penetrando, sua miséria aumentava – pois o interior fazia as cidades empobrecerem com ele. Até que um dia chegou a uma aldeia de casas de taipa, distante de tudo, isto é, próxima de nada. Serapião bateu numa porta e pediu um pedaço de pão. Foi escorraçado. Bateu noutra porta, pediu um pedaço de queijo de cabra. Foi chutado. Bateu em outra porta e pediu um pedaço de rapadura. Foi cuspido. Bateu em outra porta e pediu uma lata velha. Foi atendido. Aí, Serapião se acocorou no meio da praça, fez uma trempe, botou a lata em cima e ficou esperando o destino. O destino, como sempre, juntou uns curiosos: “Que qui tu ta fazendo aí, Serapião Maluco?” perguntaram. “Uma sopa”, disse Serapião. “Tô veno nada”, criticou um velho crítico de sopas local. “Tão marranja água que cê vai vê”, disse Serapião. Arranjaram água pro Serapião, e fogo, e ele, assim que a água pegou uma fervura, jogou duas pedras dentro da lata e ficou lá mexe que mexe com um pau. “Que sopa é essa?”, veio a próxima pergunta. “Sopa de pedra”, disse Serapião. “De peeeeeedra?”, espantaram-se os habitantes da aldeia, em uníssono. “E pode sopa de pedra? Nóis num cômi sopa aqui tem mais di méis. Si dava para fazê sopa di pedra, a gente toda tava toda limentada.” Um demagogo presente aproveitou a dúvida no ar e vociferou: “É como os eternos leguleios, eternos prometedores de miragens, embaindo o povo do sertão com falácias infantis, acenando para o povo com soluções miríficas enquanto palacianos governosos se locupletam com suas gordas mordomias. Mas mesmo esses profissionais do engodo jamais pensaram em proposta de solução alimentar tão estapafúrdia!” Tomou ar e perguntou noutro tom: “Que é que você pretende exprimir, dialeticamente, com sopa de pedra?” “Bem”, respondeu Serapião, um tanto intimidado, a sopa pode sê só di pedra, né?, e inté qui sai boa. Mas se ocês mi arranja um picadinho de tocinho, um pezinho di cove, um naquinho di rapadura, aí dava muito in mió, né memo?” “Qué qui há, Maneco, sem essa!”, disse então um pau-de-arara que tinha trabalhado em Ipanema durante seis meses, pendurado num edifício da Vieira Souto, e por isso era considerado o grã-fino da aldeia. “Sopa de pedra é sopa de pedra! Não vem com subsídios que aqui não tem disso não. Você falou em sopa de pedra; vai ser sopa de pedra! Pessoal, todo mundo fazendo sopa de pedra aí na praça!” Em poucos minutos, a praça estava cheia de panelas, caldeirões, chaleiras, terrinas e latas fervendo com pedras. E cada um já procurava fazer sua sopa melhor que a do vizinho, com um sabor diferente: rocha, granito, sílex, calcário, pedra-pomes, basalto, pedra-sabão, pedra-ume, pedregulho. Mas terminou tudo numa grande decepção. Nenhuma das sopas de pedra tinha o menor gosto de sopa. Pior ainda – não tinha nem gosto de pedra. Foi aí que um caboclo mais imaginoso descobriu a única utilidade da pedra capaz de, naquele momento, satisfazer a todos os habitantes da aldeia. Tacou um paralelepípedo na cabeça de Serapião, que caiu ali mesmo e logo foi apedrejado por todo mundo, morrendo dilapidado.

Como na Bíblia.


Moral: Não se deve abusar da miséria do povo; ele acaba ficando empedernido.

domingo, 25 de janeiro de 2015

PARAUAPEBAS SOB AMEAÇA. MEDO E PISTOLAGEM IMPERAM!



QUEM puder, dizer a exata explicação,
Me diz como pode acontecer, um simples canalha matar um rei
Em menos de um segundo
Oh, minha estrela amiga,
Porque você não fez a bala parar....
Canção do Novo Mundo – Beto Guedes/Milton Nascimento

ESTAMOS COM MEDO


FRAGEIS e sem o poder econômico, estamos numa luta do tostão contra o bilhão. Que pode gerar vida ou morte. Como vamos sobreviver a mais este assassinato, distante mas de alguém de perto, que trava uma luta local? Não podemos continuar como se tudo fosse apenas coincidência. Não pode ser coincidência apenas. Se pensarmos em armação, em teatro de horror, temos bastante motivo para temer se a justiça não alcançar os culpados e puni-los. JUSTIÇA!




Sabemos que esta esfera é do mal. Partilhamos a todo momento com ações cruéis, irresponsáveis, duras e desnecessárias pelo vil metal ou pelo poder. Temos medo porque nos opomos a este ideal. Não queremos o mal em si, buscamos o bem comum. Se Ângela assumir o poder, faremos uma transformação de ações. Se os 10 vereadores aliados a este executivo miserável, assassino e covarde prevalecer nas suas convicções, vamos atropela-los. Odilon, com sua histórica resistência e interesse em fazer o bem a Parauapebas, a sua família e a dona Odisseia que lutou a vida toda por uma educação digna aos meninos e meninas de Parauapebas, a Miquinha, cuja origem popular sofrida, fomentou sua reeleição  e sua liderança junto a sua comunidade não ouvirem o apelo do  G5, de vice Prefeita e nosso apelo como profissionais que dependemos cada vez mais de uma ambiente seguro e proativo, então faremos nossas malas e partiremos. Não sem antes olhar para trás e lançar uma lágrima. Pobre Parauapebas. Vamos esperar que o senhor, ao ver reunido tantos homens maus e de má índole, lance sua carga de sal e limpe esta terra, fazendo de Lo uma visão apenas.

E eternamente repetindo o santo, o semideus Martin Luther King:  não me assusta os gritos dos maus, o que me assusta realmente É O SILENCIO DOS BONS. NÃO Temos defesa.  Por isso abominamos a pena de morte, a condenação de meninos e meninas, de mulheres gravidas, quase ao parto como foi a morte de Ana Karina.

Ao falarmos em justiça queremos levantar suspeições sobre a morte breve de JAKSON SILVA, advogado, guerreiro e lutador pelos direitos coletivos. JAKSON SILVA personifica a irmandade contra a corrupção, contra a leviandade e irresponsabilidade de políticos e empresários covardes, irresponsáveis e incompetentes. A VIOLÊNCIA É O ULTIMO RECURSO DO  INCOMPETENTE. E esta violência nos mata, nos alija de nossos entes queridos e nos isola. Mas não pára  o relógio do tempo.


A partida muito cedo desse guerreiro, advogado, presidente da honorável OAB Parauapebas é um aviso terrível a nossas aspirações por uma sociedade melhor.

Denunciou irregularidades, crimes, inclusive sob investigação da Policia Federal, que não foi capaz de garantir-lhe proteção. Não protegeu sua família, seus filhos, pais e esposa. Parte muito cedo, com enorme missão ainda por cumprir. Seus pares não podem e não devem silenciar. Se mataram o Dr. Jakson para assustar, seu exemplo de decência e compromisso humano e profissional vão derrubar seus algozes. Nossa sociedade não aguenta mais tanta truculência, tanta maldade com os justos, com os bons.

Precisamos barrar a violência. O estado  brasileiro nos deve neste momento. Vamos buscar justiça. Seus executores, como nos múltiplos casos de pistolagem e tantos outros impunes neste querido e rico estado do Para, não pode passar e não deixaremos que passe em vão.

A sociedade vai mobilizar. Os executores, quem deu a ordem para matar este jovem e promissor ser humano não vai usufruir de sua ação pecaminosa. Vamos punir estes covardes, cuja fé e ordem são apenas bala, destruição e morte.

Mobilizar e cobrar de seus executores, que sabemos quem são ou quem teria enorme interesse em silenciar este jovem pai de família, este amante da paz e do DIREITO é o que faremos, eles que se expliquem. Não acreditamos mais em mortes por assalto, em acidentes rodoviários, em latrocínios e homicídios. Tudo é míssil teleguiado. Eles terão que se defender, se justificar, são coincidências demais. Porque nosso amado Jakson? Porque justamente ele? Porque justamente quem esta com 8 processos na justiça contra este governo corrupto, quem esta de frente com um governo de 1,2 bilhão teria que morrer assassinado numa capital distante? Eles que se defendam.

Vamos buscar solução e justiça. OAB, sociedade, Políticos, Vereadores G5, os outros 10 não podemos confiar, todos. Vamos buscar explicações e finalmente JUSTIÇA! JUSTIÇA! JUSTIÇA! Infelizmente é apenas o que podemos fazer num estado de direito, clamar por JUSTIÇA!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

VALE perde mais de R$200 bi de valor de mercado



VALE EM CRISE
Mineradora perde mais de R$200 bi de valor de mercado em 6 anos!






A Vale não passa por um bom momento na bolsa de valores brasileira. Em seis anos, a companhia viu sua capitalização passar de R$ 322 bilhões, montante recorde, para R$ 106 bilhões. A mineradora, que já foi a segunda maior empresa brasileira, está atrás agora de Ambev, Itaú, Bradesco e Petrobras.

Uma das mais racistas empresas do país, sem contar com quase nenhum médio ou alto executivo negro em seus quadros, o ambiente interno dessa empresa sempre foi hostil, poluído. A privatização não amenizou seus conflitos internos e agora apresenta o preocupante e não discutido caso do calote a seus fornecedores, desde fevereiro 2014. Suas operações no Pará são um desafio ambiental e a lógico de mercado proposta por Keynes: mesmo com a forte queda de preço do mineiro de ferro, seus projetos de expansão, continuam a todo vapor, prometendo num horizonte de médio prazo, maior oferta do minério. Desfaz de ativos importantes para manter os dividendos dos acionistas desde que virou uma “empresa de bolsa”, na gestão fake de Roger Agnelli.




Em 2014, as ações preferências da Vale (VALE5) acumulam queda de 38,3%. Em 2013, caíram 15,2%. O valor de mercado da mineradora equivale a 0,6 do valor patrimonial. Isso significa que se a Vale fosse fechada e seus bens vendidos, os acionistas ganhariam mais dinheiro do que a mantendo em operação. 


Em 2008, a Vale era a segunda maior empresa do Brasil em valor de mercado, atrás apenas da Petrobras. Hoje é a quinta. Estão à sua frente a cervejaria Ambev, os bancos Itaú e Bradesco e a Petrobras. Entre os fatores que explicam a desvalorização da Vale, está o fim do superciclo de commodities. O minério de ferro, principal matéria-prima da Vale, está cotado abaixo dos US$ 70. Em seu auge, a commodity esteve perto de US$200. 

Neste ano, o minério de ferro acumula queda de quase 50%. A desaceleração da China e o excesso de oferta da commodity combinada à diminuição na demanda fizeram com que os preços alcançassem a mínima de mais de cinco anos. “Temos de estar focados em disciplina, alocação de capital e austeridade para obter resultados em qualquer situação”, afirmou recentemente o presidente da Vale, Murilo Ferreira. 

O executivo tem afirmado que a empresa se preparou nos últimos anos para enfrentar o que ele chama de “momento menos exuberante” na mineração. Uma das estratégias, desde que Ferreira assumiu, tem sido cortar custos. Os gastos gerais administrativos da Vale, por exemplo, passaram de US$ 2,3 bilhões, em 2011, para US$ 900 milhões, estimados para o fim de 2014. Os gastos com pesquisa e desenvolvimento também tiveram uma queda: de US$ 1,7 bilhão para US$ 800 milhões, no mesmo período. 

Os investimentos da mineradora brasileira também serão menores ao longo dos próximos anos. Em 2011, por exemplo, a Vale investiu US$ 16,3 bilhões. Neste ano, a estimativa é de US$ 12 bilhões. Em 2019, a estimativa é de investir US$ 4,9 bilhões. As informações são da revista Istoé Dinheiro.


O NOVO CODIGO DA MINERAÇÃO
Governo pretende aprovar novo Código de Mineração em 2015, diz Lobão

O ministro de Minas e Energia (MME), Edison Lobão, afirmou que o governo espera aprovar o novo Código de Mineração no ano que vem. A declaração foi feita hoje (23) durante entrevista com jornalistas em Brasília (DF). Lobão confirmou que deixará o ministério e retomará ao Senado no início de 2015.



Segundo o ministro, sua passagem pelo MME terá a frustração de não ter refeito o marco regulatório do setor mineral. A medida tem a previsão de aumentar o pagamento de royalties da extração de minério, mas acabou não votada, segundo Lobão, por pressão das empresas. "Todos reclamam. É da natureza humana. Mas a pergunta é: estão fora do setor ou dentro dele? Quando vamos ver os leilões, sempre há interesse", disse. 

O Congresso Nacional entra em recesso nesta terça-feira, permanecendo sem atividades até fevereiro do ano que vem, adiando a votação de vários projetos para 2015. Entre eles, está o projeto de lei que propõe o novo marco regulatório para o setor de mineração. A proposta original foi apresentada na forma de Projeto de Lei pelo poder executivo em meados de junho de 2013. 

O PL inclui a atualização do Código de Mineração, a criação da agência Nacional de Mineração (ANM) e a formação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). O atual Código de Mineração (Decreto-Lei 227/67) foi publicado durante o regime militar. Para atualizá-lo, o governo federal enviou ao Congresso Nacional uma nova proposta (PL 5807/13), que se juntou a outros seis projetos de lei (PL 37/11 e apensados) sobre o assunto que já tramitavam na Câmara dos Deputados desde 2011. Durante a entrevista, Lobão anunciou que deixará o cargo no próximo dia 1º de janeiro com a certeza de que o Brasil não passará por um racionamento. 

“Não tivemos e não teremos racionamento, temos energia sobrando”, disse. Segundo o ministro, o Brasil deve terminar 2014 com expansão de 7 mil megawatts (MW) em seu parque de geração de eletricidade, acima dos 6 mil MW previstos. Lobão afirmou que a decisão de não fazer nenhum tipo de racionamento ou campanha de racionalização de energia diante da crise do setor neste ano foi tomada com base em decisões de técnicos do governo, que não viam risco de colapso do sistema, apesar de recomendações de técnico do setor para isso. Ele não considera que o sistema de bandeiras, que vai vigorar a partir de 2015, seja um processo de racionalização. De acordo com o ministro, o custo a mais de energia pago pelos consumidores neste ano seria quase o dobro se o governo não tivesse tomado as medidas para reduzir o preço da energia em 2012. 

Para ele, o custo maior é melhor do que ficar sem energia. "Não se pode é não ter [energia]. O custo é lamentável, mas não ter é pior", disse Lobão.
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Edison Lobão, ex- ministro de Minas e Energia. Agência Brasil
Com informações das agências Bloomberg, Reuters e Folhapress